VALA na Associação Cultural Cecilia /SP

VALA
expo + venda de obras + apresentações
*20 de Agosto, sábado
Associação Cultural Cecilia
@ Rua Vitorino Carmilo 449, Santa Cecilia /SP
das 17h às 22h
$5



Poster por Carlos Issa

1ª VALA COLETIVA

*expo + venda de obras:
Tomas Spicolli (BA /ARG)
Carlos Dias aoseualcance (POA /SP)
Guilherme Granado (SP)
Jonathan Gall (NY-SP)
Mário Cappi (SP)
TAPE (URY-SP)
Waldomiro Mugrelise (Campinas /SP)

*apresentações:
Animal C
Bode Holofonico
Desenho Cego Japonês (DSCG+MJP)
Monk-i
Moto
Waldomiro Mugrelise

+
Banquinha com discos, posters, k7s, cds & etc


Guilherme Granado

membro do Hurtmold, Bodes e Elefantes, Againe, Black Cube, São Paulo Underground e Bode Holofonico, desenvolveu um traço bem característico ao longo dessas últimas décadas fazendo cartazes para divulgar suas apresentações.
Posteriormente teve seus desenhos editados em zine pela Outprint, Hali Editions e de forma independente, participou de exposições como a Colateral, em 2015, e fez também artes para camisetas, bonés de bandas e marcas de skate.

http://guilhermegranado.bandcamp.com/releases


aoseualcance

Carlos Dias também assina ASA – Ao Seu Alcance. Essa frase sintetiza sua principal motivação criativa, a busca de fazer uma arte ao mesmo tempo profunda e expressiva, e que qualquer pessoa possa sentir, mesmo antes de precisar entender.

Pesquisador de linguagens e estilos, Dias gosta de se embrenhar pela fotografia, video, intervenções urbanas, instalações, performances. Foi um dos primeiros artistas a usar o adesivo como plataforma para o seu trabalho. Quando fazia graffiti, ainda nos anos 90, ao invés de usar apenas o spray, recorria às ferramentas mais improváveis para pintar as paredes: giz de cera, canetas, lápis, colagem, entre outras.

Investe muito da sua pesquisa na descoberta de suportes incomuns e no desenvolvimento das ferramentas para lidar com eles. Mas a sua principal linguagem é a pintura, na qual sintetiza a sua proposta estética suja, contemporânea, pop, energética e barulhenta.

Nasceu em Porto Alegre em 1975 e morou muitos anos em São Paulo, onde participou ativamente das muitas subculturas jovens dos anos 80 e 90: skate, punk, hardcore, graffiti, street art, etc. Com essas referências, construiu um mundo psicodélico, pop e expressionista, povoado por personagens surreais em cenários caóticos. Sua gráfica é marcante e fortemente ligada à pintura gestual. Rabiscos, escorridos, manchas são elementos recorrentes nas suas pinturas, onde vez ou outra surge uma frase ou palavra escrita numa tipografia toda própria. A cor também é elemento essencial em seu trabalho e surge associada à exploração de materiais inusitados, como o fluor, a purpurina ou a tinta metalizada. Os suportes podem variar muito, das telas aos painéis de madeira, passando por qualquer objeto encontrado por aí e que possa ser pintado.
Sujeira, poluição, ruído e excesso visual são elementos constantes na sua obra. Essa é uma expressividade barulhenta mesmo, que dialoga abertamente com a música do Againe, Polara, Caxabaxa e outras bandas que formou ao logo das últimas décadas. Carlos é também músico e compositor, e suas habilidades musicais têm muito a ver com a sonoridade da sua pintura, ditada pela alternância de ritmo, pelas texturas repletas de ruídos e dissonâncias ou pelo volume de pinceladas espessas ao lado de leves rabiscos feitos a lápis.

aoseualcance.tumblr.com
carlosdiasaoseualcance.tumblr.com
www.instagram.com/aoseualcance


Tomas Spicolli

Natural de Zarate, província de Buenos Aires (Argentina), o artista e músico Tomas Spicolli é uma verdadeira entidade da cultura underground em seu país, assim como no Brasil, especialmente em São Paulo, onde também expõe e toca intensamente desde o final dos anos 90. Sua expressão corre em um fluxo graficamente caótico e sonoramente estrondoso, que pode ser acompanhado através de zines, discos, shows, indumentária, vídeos, intervenções urbanas, exposições e obras de arte.
Spicolli distorce diferentes técnicas de reprodução de imagens, manipulando a imperfeição da fotocópia, do stencil, da serigrafia e da cópia carbono para acrescentando ruído às suas pinturas, desenhos e colagens. De sua constância e voracidade surge um universo paralelo em eterna explosão, onde tudo vibra e voa pelos ares, incluindo aviões e criaturas aladas.

Os desastres aéreos de Spicolli ou suas apresentações de criaturas, como em figurinhas colecionáveis, que marcam tantas de suas obras, bastam por si só para agarrar o olhar. Porém, seu trabalho convida a desvendar as raízes das culturas do skate e do punk, culturas que, na America Latina, são marcadas pelo próprio trabalho de Tomas Spicolli, a exemplo das capas de discos que fez para a mítica banda argentina Fun People, ou da identidade visual de seus projetos musicais, como Delmar, 7MAGZ e Tilda Flipers.
Desde 1997 Spicolli expõe e toca regularmente em centros culturais, galerias de arte e casas invadidas.

www.instagram.com/tomasspicolli
tomas-spicolli.tumblr.com



Waldomiro Mugrelise

Cidadão curioso nascido na cidade Campinas /SP, Waldomiro Mugrelise utiliza-se diariamente do desenho como ferramenta de pesquisa e investigação, por meio do qual demonstra sua busca em construir um fluxo de consciência em constante transformação. Através de símbolos e signos, criados e apropriados, o autor busca uma maneira de notar a relação entre suas experiências e sentimentos individuais em diálogo com o cotidiano coletivo, sendo assim de certa forma assimilável por todos. Compõe suas séries de oito ou mais desenhos todos os dias, que são publicados em seu site.

A pesquisa no ano de 2014 se transformou em livro, “Três anos desenvolvendo um método geral para a resolução do cálculo de variações”, que conta com 626 desenhos produzidos entre 2011 e 2013, apanhados dentre mais de 7.000, os quais atualmente já chegam a aproximadamente 10.000.

http://mirogrelise.tumblr.com/


Mário Cappi

São Paulo, 1979
Músico, toca guitarra nas bandas Hurtmold e MDM Duo e violão no Defeitos
Ilustrador, pintor.

http://mariocappi79.tumblr.com/


Jonathan Gall

Artista visual criando desde o começo dos anos 90 entre Venezuela-Nova Iorque-Argentina-São Paulo, se utiliza de midias diversas como desenhos, colagens e esculturas para criar uma linguagem grotesca, falha, fragmentada e, ainda assim, de uma leveza bem particular.
Também músico, Jon integra o Auto, que circula e fomenta a música experimental no Brasil há mais de uma década, além de desenvolver trabalho solo autoral com voz, eletrônicos e objetos concretos, empilhando e desconstruindo camadas de som, da mesma forma que o faz com suas criações visuais.

https://llagnahtanoj.tumblr.com/


Tape

Artista visual uruguaio baseado em São Paulo, tem como principal suporte o stencil, que já espalhou pelos muros de São Paulo, Montevidéu, Buenos Aires e Paris – onde teve suas exposições coletivas e individuais.

Durante o período que morou em Atibaia /SP criou a Galeria Mutante com o apoio da Prefeitura da cidade e a Secretaria de Cultura, direcionada a promover a cultura e as artes ligadas ao mercado alternativo.

http://www.choquecultural.com.br/en/artista/matias-picon-2/