Pianista e compositor pernambucano, suas influências composicionais são, principalmente, a música para piano do século XX e XXI no ambiente da música de concerto.

Renê Freire

foto por Everson Verdião

Pianista, compositor, improvisador e artista sonoro pernambucano, Renê Freire – natural de Caruaru e radicado no Recife – tem uma trajetória que transita entre diferentes meios e escutas. Mestre em Processos Criativos em Música pela UFPB e graduado pela UFPE, integrou o grupo Adamante, lançando Exercícios sobre Mundanidade (2016).

Em 2020, sua produção ganhou força: dois álbuns em parceria com Thelmo Cristovam – Lobo Temporal e C-Aghard – e seu primeiro solo, Nevroses, pelo selo Música Insólita. Este último traz uma história singular: foi gravado ao piano que pegou fogo em um acidente doméstico, numa das raras incursões de Freire pelo piano preparado – ou melhor, piano queimado.

Em 2022, veio Átrio, segundo solo, pelos selos Brava e MenasNota (nessa 2ª colaboração entre esses selos de Salvador e São Paulo), com composições e improvisações ao piano e uso de elementos eletrônicos. É sobretudo em seus álbuns solo e nas músicas em que utiliza o piano que se manifesta sua influência e trânsito pela música de concerto contemporânea.

Ao vivo, o piano nem sempre está presente. Suas performances circulam por música de concerto contemporânea, música experimental, drone e ambiente, utilizando sobretudo o sintetizador Lyra 8 e pedais de efeito. Em Recife, Freire é ainda é um dos articuladores da cena experimental da cidade: na Casa Lontra, organiza os eventos Distimia, Mono No Aware e Translação.